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O que nos faz perder a noção do Tempo?

Começo hoje com esta pergunta. Em primeiro lugar, é preciso nos questionarmos a respeito do que REALMENTE gostamos (e queremos!) fazer.

Depois de descobrirmos o que realmente nos motiva (e percebermos que o que fazemos profissionalmente NÃO está incluído nisso), tudo mais parece ganhar uma camada extra de chatice! Se ir trabalhar já estava ruim, incômodo… Piora. E, muito mais rapidamente do que imaginávamos, a insatisfação alcança a barreira do insuportável.

(Re)Organizando a (paixão pela) vida (profissional)

Então surgem as “ideias malucas”, os sonhos “impossíveis”, utopias e afins. Mas, na verdade, não existem (ou pelo menos não deveriam existir) limites para as nossas ideias. E menos ainda para os nossos ideais. Pois, são exatamente estes que nos fazem avançar sempre mais e mais. Evoluir.

Os sonhos são os prenúncios de nossos futuros passos. Sonhar de forma recorrente algum sonho já transforma este “sonho” em algo muito além do que um simples sonho. Sonhar, insistentemente, com alguma coisa é a forma mais eficaz de desconstruir sua impalpabilidade. É torná-lo, cada vez menos e menos, irreal.

Portanto, pergunto eu, qual é a palavrinha (sempre elas!) mágica aqui?

O que transforma, cada vez mais e mais, o irreal em real? O que será que possui este poder impressionante de transmutação? Que palavra melhor define este verdadeiro feitiço secreto, capaz de extrair da essência do impossível exatamente o seu oposto? Qual, afinal, será a palavra-passe — o Portal — que possibilita a um sonho tornar-se realidade?

Pois bem… Aqui vai a resposta:

A persistência.

Um sonho, ou anseio, ou vontade, ou, melhor representativo de todos, um DESEJO, só se transformará em um FATO através da PERSISTÊNCIA. Guarde bem esta frase. Ou esta outra, ainda mais conhecida e difundida livremente por aí:

Querer é poder! 

Então queira/deseje muito; sempre; sem cessar! Verdadeiramente. O poder reside no QUANTO e não no quando. No QUANTO e não no como. No QUANTO você, realmente, quer. Na afirma(+)ação. E não no questionamento; na dúvida; no receio… Ou no medo. Não espere acontecer.

Queira! Persista! Faça!

E foi exatamente assim que comecei a percorrer o meu próprio caminho profissional, traçado com base no que realmente me motivava, no que verdadeiramente eu desejava fazer profissionalmente, naquilo que me inspirava, resgatava… Naquilo que me fazia perder a noção do tempo!

Decidi que iria ESPECIALIZAR-ME nestas coisas que tanto me completavam: a escrita, a criação e produção literárias, a transmutação de histórias em LIVROS. Na transformação de textos originais (geralmente abandonados em fundos de gavetas) em emocionantes bens de consumo intelectual. Na transfiguração de criativas histórias, escritas por verdadeiros artistas desconhecidos, em PUBLICAÇÕES profissionais e atraentes, capazes de atingir um infinito número de também desconhecidos leitores. Na disseminação da criativa arte da escrita; na consequente e sadia missão de incentivo à cultura, ao hábito da escrita, leitura…

Acrescenta-se a isso o delicioso sentimento de fazer parte do processo de transformação de “obras-primas” de escritores iniciantes em “obras de arte” para leitores.

Retornei ao mundo acadêmico dez anos após o término do meu bacharelado em Jornalismo (embora atuasse profissionalmente em outro ramo), matriculando-me em uma pós-graduação na exata área em que TANTO desejava atuar:

Produção Editorial

Continuei trabalhando no mesmo lugar, embora já tivesse traçado um Plano de Ação concreto para transformar meu grande sonho profissional em realidade. Trabalhava a semana toda, como todo mundo, mas aos sábados já executava os primeiros passos rumo à realização pessoal. Pessoal sim, pois a realização profissional contempla a realização pessoal em sua plenitude. Se não for assim, se as duas não “casarem”, pode ter certeza de que há algo errado. Muito provavelmente, você ainda não descobriu o que realmente gosta de fazer.

O que nos faz perder a noção do Tempo?

Além da Pós, resolvi que ainda havia espaço para mais. Meu Plano de Ação era ambicioso e nada é mais aprazível do que termos avidez por realizações que nos trazem sensação de plenitude. A famosa, e tão rara na vida profissional de tantas pessoas, satisfação pessoal

Duas vezes durante a semana, meu “expediente” foi então ligeiramente se alongando. Ao invés de 9h às 19h, terças e quintas voltaria para minha casinha somente após às 22h. Aproveitei as prerrogativas geográficas de se trabalhar na região central da cidade e me matriculei em um curso de Especialização, bem próximo da empresa, dentro de minha futura (e cada vez mais próxima, a cada novo passo dado…) área de atuação.

Acha muito…?

Pois saiba que ficamos na chamada “Zona de Conforto” quando permitimos que o dinheiro (e seu status quo) nos controle, o que por ventura deveria ser o contrário. Vamos ficando onde não queremos ficar, fazendo o que não queremos fazer, envelhecendo onde não queremos envelhecer… Por causa do dinheiro que achamos (leda ilusão!) que “ganhamos”. Sim, ele é necessário. Mas, e devemos sempre nos lembrar disso, não é a empresa que nos “dá” dinheiro.

Nós é que damos dinheiro para ela. Com o nosso preciosíssimo(!!!) TEMPO DE VIDA.

Lembre-se disso: não somos eternos. (Mesmo!)

Afinal, o que vem a ser o dinheiro? Você já deve ter ouvido falar disso… O dinheiro nada mais é do que TEMPO ACUMULADO. Time is money! A empresa lhe “dá” dinheiro em troca do seu trabalho. Pelo TEMPO (de sua vida finita) que você “doou” para ela; a empresa.

Ora, nada mais justo então do que utilizar parte deste dinheiro “ganho” para INVESTIMENTO pessoal!

Mas é preciso força de vontade. É preciso QUERER. Querer é poder, lembra-se? Então… Faça. Saia da zona de conforto. O pessoal vai tomar aquele chopinho após o expediente? Legal! Bom para eles! E melhor ainda para você, que NÃO vai tomar o chopinho após um dia puxado no trabalho, mas sim encarar mais 3 horas de curso.

A palavra aqui é FOCO. Lembre-se do QUANTO você deseja ser o dono de si mesmo e de suas escolhas. Lembre-se de seu Plano de Ação. Lembre-se de que você NÃO quer envelhecer ali, naquele lugar, fazendo aquilo (que não gosta de fazer!) para aquela pessoa ou grupo. Pelo menos, não para sempre! Você NÃO quer dar a SUA VIDA para aquela empresa ou para aquele patrão. Afinal, você só tem uma vida, não é mesmo?

Não é (bem!) melhor você ESCOLHER (bem!) para quem ou qual empresa VOCÊ DESEJA trabalhar?

Eu creio que sim, não é verdade…? Seu humor será melhor; sua dedicação será maior; o resultado de seu trabalho será incrivelmente melhor! Assim como a SUA vida!

Então, tome as rédeas dela! Invista em você! 

* * *

Publique seu livro: www.seulivropronto.com

Sobre o autor:

Ricardo Gnecco Falco é Jornalista, Escritor e Produtor Editorial. Autor dos livros “Literatividades – Contos Escolhidos” (Antologia, 2013) e “Subterfúgio” (Romance, 2012). Organizador das antologias “Desencontos” (2011) e “Rede de Contos” (2010).

Foi o fundador e trabalha hoje como editor-chefe da SeuLivroPronto.com, produtora editorial focada em Publicação Independente para Novos Escritores.

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