Posts

Subterfugie-se!

Subterfúgio_Capa_3D(1)

Uma intrigante história de amor, contada de forma atemporal; um efusivo Romance. Complexo, perplexo, convexo.

Ex-integrantes de uma famosa e extinta banda de Rock reencontram-se em uma misteriosa festa, após um longo, incômodo e até então inexplicável período de afastamento.

Os motivos, tanto da festa quanto da separação do jovem grupo (ocorrida bem no auge do sucesso), vão sendo apresentados aos poucos, na forma de fatos temporalmente diluídos em uma trama instigante e sob um prisma do tipo “efeito dominó”, onde o ato de um personagem pode gerar uma longínqua lembrança ou mesmo apenas uma frase dita em determinado momento pode sugerir, e quem sabe até mesmo explicar, tanto o futuro quanto o passado.

Aliás, neste livro a única coisa incerta parece ser mesmo o presente; o agora.

Mas como saber se determinado acontecimento/passagem representa o futuro ou o passado? Qual será o tempo do ocorrido? E quanto tempo terá decorrido? Avançado? Retrocedido? Onde tudo termina? Ou, principalmente… Quando tudo começou? Começará?

Bem no meio deste emaranhado de interrogações… Uma intrigante história de amor se desenvolve; um efusivo Romance. Complexo, perplexo, convexo.

Todas as passagens desta intemporal obra estão interligadas por uma quase invisível linha, que costura os anos e os acontecimentos de forma sutil, coloidal, dando margens a suposições e, em determinados momentos, até mesmo distanciando o leitor da trama principal para, sorrateiramente, propiciar aos próprios personagens do livro um contato mais… Íntimo.

Isto tudo fará você, leitor, sentir-se como um simples remendo. Um mero pedaço de pano, servindo de álibi para a inacreditável agulha que certamente lhe surpreenderá no costurar desta história, espetando-lhe sempre que você teimar em acreditar que estará a decifrá-la, a cada virada de página!

Quem é o (a?) protagonista? E o (a?) antagonista? Quem será inocente? Qual será o/a culpado/a? Acidente? Suicídio? Assassinato? Paixão? Ingenuidade? Amor… Traição?

Somente o Tempo, e o seu avançar (e retroceder) pela história, poderão elucidar estes — e todos os demais — questionamentos contidos nas entrelinhas desta provocativa obra.

Afinal, não serão justamente elas — as perguntas — as cruciais ferramentas para o real entendimento dos motivos, escolhas, palavras e silêncios que, na grande maioria das vezes, ocultam-se nas respostas?

Bem… Isto foi apenas uma digressão em forma de sinopse. Fica a dica aqui de uma leitura diferente de tudo que você provavelmente espera encontrar em um Romance, principalmente esta questão da provável espera…

Então, está esperando o quê para clicar na imagem da capa deste livro e mergulhar em suas inquietantes águas?

Coragem e…

Subterfugie-se!


Leia uma amostra dos primeiros capítulos gratuitamente na plataforma da Amazon, onde o Romance está sendo disponibilizado com exclusividade e preço promocional por tempo limitado: apenas R$ 7.99

Clique na imagem do livro acima ou no link a seguir para acessar a página da obra:

https://www.amazon.com.br/dp/B075RCP486

Aproveite o período da promoção!

Anúncios
Padrão
Posts

O que nos faz perder a noção do Tempo?

Começo hoje com esta pergunta. Em primeiro lugar, é preciso nos questionarmos a respeito do que REALMENTE gostamos (e queremos!) fazer.

Depois de descobrirmos o que realmente nos motiva (e percebermos que o que fazemos profissionalmente NÃO está incluído nisso), tudo mais parece ganhar uma camada extra de chatice! Se ir trabalhar já estava ruim, incômodo… Piora. E, muito mais rapidamente do que imaginávamos, a insatisfação alcança a barreira do insuportável.

(Re)Organizando a (paixão pela) vida (profissional)

Então surgem as “ideias malucas”, os sonhos “impossíveis”, utopias e afins. Mas, na verdade, não existem (ou pelo menos não deveriam existir) limites para as nossas ideias. E menos ainda para os nossos ideais. Pois, são exatamente estes que nos fazem avançar sempre mais e mais. Evoluir.

Os sonhos são os prenúncios de nossos futuros passos. Sonhar de forma recorrente algum sonho já transforma este “sonho” em algo muito além do que um simples sonho. Sonhar, insistentemente, com alguma coisa é a forma mais eficaz de desconstruir sua impalpabilidade. É torná-lo, cada vez menos e menos, irreal.

Portanto, pergunto eu, qual é a palavrinha (sempre elas!) mágica aqui?

O que transforma, cada vez mais e mais, o irreal em real? O que será que possui este poder impressionante de transmutação? Que palavra melhor define este verdadeiro feitiço secreto, capaz de extrair da essência do impossível exatamente o seu oposto? Qual, afinal, será a palavra-passe — o Portal — que possibilita a um sonho tornar-se realidade?

Pois bem… Aqui vai a resposta:

A persistência.

Um sonho, ou anseio, ou vontade, ou, melhor representativo de todos, um DESEJO, só se transformará em um FATO através da PERSISTÊNCIA. Guarde bem esta frase. Ou esta outra, ainda mais conhecida e difundida livremente por aí:

Querer é poder! 

Então queira/deseje muito; sempre; sem cessar! Verdadeiramente. O poder reside no QUANTO e não no quando. No QUANTO e não no como. No QUANTO você, realmente, quer. Na afirma(+)ação. E não no questionamento; na dúvida; no receio… Ou no medo. Não espere acontecer.

Queira! Persista! Faça!

E foi exatamente assim que comecei a percorrer o meu próprio caminho profissional, traçado com base no que realmente me motivava, no que verdadeiramente eu desejava fazer profissionalmente, naquilo que me inspirava, resgatava… Naquilo que me fazia perder a noção do tempo!

Decidi que iria ESPECIALIZAR-ME nestas coisas que tanto me completavam: a escrita, a criação e produção literárias, a transmutação de histórias em LIVROS. Na transformação de textos originais (geralmente abandonados em fundos de gavetas) em emocionantes bens de consumo intelectual. Na transfiguração de criativas histórias, escritas por verdadeiros artistas desconhecidos, em PUBLICAÇÕES profissionais e atraentes, capazes de atingir um infinito número de também desconhecidos leitores. Na disseminação da criativa arte da escrita; na consequente e sadia missão de incentivo à cultura, ao hábito da escrita, leitura…

Acrescenta-se a isso o delicioso sentimento de fazer parte do processo de transformação de “obras-primas” de escritores iniciantes em “obras de arte” para leitores.

Retornei ao mundo acadêmico dez anos após o término do meu bacharelado em Jornalismo (embora atuasse profissionalmente em outro ramo), matriculando-me em uma pós-graduação na exata área em que TANTO desejava atuar:

Produção Editorial

Continuei trabalhando no mesmo lugar, embora já tivesse traçado um Plano de Ação concreto para transformar meu grande sonho profissional em realidade. Trabalhava a semana toda, como todo mundo, mas aos sábados já executava os primeiros passos rumo à realização pessoal. Pessoal sim, pois a realização profissional contempla a realização pessoal em sua plenitude. Se não for assim, se as duas não “casarem”, pode ter certeza de que há algo errado. Muito provavelmente, você ainda não descobriu o que realmente gosta de fazer.

O que nos faz perder a noção do Tempo?

Além da Pós, resolvi que ainda havia espaço para mais. Meu Plano de Ação era ambicioso e nada é mais aprazível do que termos avidez por realizações que nos trazem sensação de plenitude. A famosa, e tão rara na vida profissional de tantas pessoas, satisfação pessoal

Duas vezes durante a semana, meu “expediente” foi então ligeiramente se alongando. Ao invés de 9h às 19h, terças e quintas voltaria para minha casinha somente após às 22h. Aproveitei as prerrogativas geográficas de se trabalhar na região central da cidade e me matriculei em um curso de Especialização, bem próximo da empresa, dentro de minha futura (e cada vez mais próxima, a cada novo passo dado…) área de atuação.

Acha muito…?

Pois saiba que ficamos na chamada “Zona de Conforto” quando permitimos que o dinheiro (e seu status quo) nos controle, o que por ventura deveria ser o contrário. Vamos ficando onde não queremos ficar, fazendo o que não queremos fazer, envelhecendo onde não queremos envelhecer… Por causa do dinheiro que achamos (leda ilusão!) que “ganhamos”. Sim, ele é necessário. Mas, e devemos sempre nos lembrar disso, não é a empresa que nos “dá” dinheiro.

Nós é que damos dinheiro para ela. Com o nosso preciosíssimo(!!!) TEMPO DE VIDA.

Lembre-se disso: não somos eternos. (Mesmo!)

Afinal, o que vem a ser o dinheiro? Você já deve ter ouvido falar disso… O dinheiro nada mais é do que TEMPO ACUMULADO. Time is money! A empresa lhe “dá” dinheiro em troca do seu trabalho. Pelo TEMPO (de sua vida finita) que você “doou” para ela; a empresa.

Ora, nada mais justo então do que utilizar parte deste dinheiro “ganho” para INVESTIMENTO pessoal!

Mas é preciso força de vontade. É preciso QUERER. Querer é poder, lembra-se? Então… Faça. Saia da zona de conforto. O pessoal vai tomar aquele chopinho após o expediente? Legal! Bom para eles! E melhor ainda para você, que NÃO vai tomar o chopinho após um dia puxado no trabalho, mas sim encarar mais 3 horas de curso.

A palavra aqui é FOCO. Lembre-se do QUANTO você deseja ser o dono de si mesmo e de suas escolhas. Lembre-se de seu Plano de Ação. Lembre-se de que você NÃO quer envelhecer ali, naquele lugar, fazendo aquilo (que não gosta de fazer!) para aquela pessoa ou grupo. Pelo menos, não para sempre! Você NÃO quer dar a SUA VIDA para aquela empresa ou para aquele patrão. Afinal, você só tem uma vida, não é mesmo?

Não é (bem!) melhor você ESCOLHER (bem!) para quem ou qual empresa VOCÊ DESEJA trabalhar?

Eu creio que sim, não é verdade…? Seu humor será melhor; sua dedicação será maior; o resultado de seu trabalho será incrivelmente melhor! Assim como a SUA vida!

Então, tome as rédeas dela! Invista em você! 

* * *

Publique seu livro: www.seulivropronto.com

Sobre o autor:

Ricardo Gnecco Falco é Jornalista, Escritor e Produtor Editorial. Autor dos livros “Literatividades – Contos Escolhidos” (Antologia, 2013) e “Subterfúgio” (Romance, 2012). Organizador das antologias “Desencontos” (2011) e “Rede de Contos” (2010).

Foi o fundador e trabalha hoje como editor-chefe da SeuLivroPronto.com, produtora editorial focada em Publicação Independente para Novos Escritores.

Padrão
Posts

O Grande Salto!

Sempre imaginamos um salto como aquele momento em que estamos praticamente voando. Geralmente, em câmera lenta… No imaginário coletivo, saltar é ir do ponto A para o ponto B em um movimento curvilíneo, ascendente e descendente, como este:  A_∩_B. Simples assim. Afinal, o que define um salto é exatamente tirar os dois pés do chão, não é verdade? É deixar a base; abandonar a estabilidade do solo. Lançar-se contra o poder da gravidade. Desafiar as leis estabelecidas.

Em poucas palavras: saltar é desestabilizar-se.

Podemos imaginar, inclusive, os instantes anteriores a um salto — A preparação, pegando certa distância do espaço a ser pulado; a corrida para aumentar a velocidade e longevidade do salto; a concentração, o pensamento já focado no outro lado (de lá) do abismo… Tudo isso pode ser facilmente visualizado pela grande maioria das pessoas quando vem à tona o verbo saltar. A ação de saltar. Poderíamos até dizer que (sempre) quem salta, salta sobre alguma coisa (ou alguém). Mesmo que esta coisa seja um abismo (e como é fácil imaginarmos a cena de alguém saltando sobre um abismo, na ausência de uma ponte, para atingir o outro lado).

O Grande Salto!

Contudo, ninguém nunca — jamais — imaginaria o tal ponto B (o outro lado do abismo) como sendo o ponto mais alto (e vertical) atingido por um simples pulo, por exemplo. Um mero pulo para o alto, tirando os dois pés do chão e, logo em seguida, voltando a pisar o mesmo ponto no solo. Isso não… Ninguém, de verdade, imaginaria este simples pulinho infantil para o alto como um verdadeiro “salto”.

ápice da altura atingida não poderia ser considerado como propriamente um destino (ou ponto) válido. Pois, se não existe base/firmamento lá no alto do “nada”, este não pode ser tratado como o tal ponto B, fundamental para que exista um salto. Certo? É apenas o momento da parada da subida (ápice) para, já no instante seguinte, dar-se o início da descida (queda).

…Certo?

Porém, quando tratamos de escritores, o “pulo no nada” deixa de ser apenas um pulo e, muito mais válido do que um grande salto sobre um abismo físico, o salto sobre si mesmo é o que o bom autor deve ao máximo aspirar. Como uma criança que roda sem parar sobre o próprio eixo. Roda, roda e roda apenas para experimentar novamente aquele inocente prazer de desestabilizar-se dentro de si mesma. Perder o chão, pisando no chão. Simplesmente girar com o intuito de, ao parar, tudo que era antes inerte a sua volta, paradoxalmente, ganhar movimento. Ganhar vida. Vida própria. Continuar… Modificar. Transformar a agora desconhecida realidade em infinitos círculos de possibilidades. Em outras palavras: a criança roda para criar uma nova realidade… Inovar, renovando-a.

O ponto A ganha então um nome: o seu. Você é o ponto A. Mas, a descoberta máxima, o Nirvana, a Iluminação vão um pouquinho mais além.

Já descobriu qual é o “ponto B” dos escritores, caro leitor?

Pois aqui vai a resposta. O ponto B é o próprio salto. É o ato de saltar. Não o salto para algum ponto do outro lado de um abismo, mas exatamente rumo ao próprio abismo; ao desconhecido. O verdadeiro salto, para um escritor, é o mergulho. É o salto para dentro. Trata-se de um profundo e destemido entranhamento num abismal oceano de emoções, vividas ou imaginadas, mas — sobretudo — vividamente desejadas.

É claro que saltar de um lado sem existir o outro é como suicidar-se. Por isso mesmo, a figura metafórica previamente utilizada, da criança rodando ou pulando para o alto, deve ser reanalisada. Ao girar, a criança permanece o tempo todo com os pés no chão. Assim como a criança que pula para cima que, vale observar, volta para o mesmo ponto de onde saiu.

Escrever, criar uma história, uma trama, um enredo, personagens, cenas, diálogos, descrições… É exatamente a mesma coisa. É sair de si mesmo (ponto A) rumo ao ponto B (o próprio salto ou o abismo), mas SEMPRE retornando para o ponto A. Caso contrário, você não será um escritor/autor, mas… Sim, um insano. E não pense, você que lê estas linhas, que tal débil destino seja incomum no reino das mentes mais criativas. Lembre-se de que genialidade e loucura estão separadas por uma muito tênue linha… Existem casos de escritores que não conseguiram retornar deste mergulho profundo, bem como outros que conseguiram retornar apenas em parte.

Personagens — principalmente de longas histórias, romances — tendem sempre a desafiar seus criadores e, em alguns casos, até mesmo os sequestrarem para seus fictícios mundos.

Um abismo é sempre um latente perigo…

Desse modo, é bom você se perguntar se é isso mesmo o que deseja para suas (insones) madrugadas. Escrever não é como dar um passeio no parque de diversões, pois nem a maior montanha russa do mundo (deste munto) conseguirá dar-lhe tamanhas sensações como as que você experimentará no criativo processo de escrita e produção de uma obra literária.

Sim, meu caro pretendente a escritor, saiba que sua sanidade estará em (grande) perigo. Mas… Quer saber de uma coisa? Para quem gosta disso…

Saltar vale muito a pena!

* * *

Publique seu livro!
www.seulivropronto.com


Padrão
Posts

Energia Transformadora!

Mexer com o que se gosta é realmente uma experiência transformadora. Não sei quanto a vocês, que leem estas linhas de sei lá onde ou quando e fazendo sei lá o que, mas eu a vida toda considerava trabalho como… Trabalho. Algo que, independente se eu gostava ou não, devia fazer. Algo que, querendo eu ou não querendo, deveria ser feito. E ponto.

Então aconteceu o narrado no último post (que pode ser lido clicando aqui) e, como um estopim queimando por inteiro e levando a faísca para dentro de uma inerte bomba, fui trabalhar no dia seguinte. A bomba continuou imóvel. Fiz o que deveria ser feito no trabalho e a única coisa que percebi naquele estranho dia cinzento — além do incômodo (des)colorido –, foi que havia alguma coisa diferente dentro de mim. Não sabia ainda, mas aquela bomba aparentemente não detonada já havia explodido. Internamente. Para dentro.

Implosão.

Vi que a alegria, a satisfação, a efusiva vibração interior que se apossava de mim ao relembrar a realização daquela obra — verdadeiro feito extraordinário / impensável possibilidade de outrora — era muito mais gratificante do que a gratificação a ser recebida no final daquele mesmo mês, de arrastados dias intermináveis e insones madrugadas curtíssimas.

Meu salário.

Claro, sempre ele… O dinheiro. Ganharia cédulas de papel que me permitiriam comprar coisas necessárias e também saldar as dívidas de uma vida consumidora de vida (nossa própria vida), para poder ficar tranquilo ao preencher outros tipos de cédulas, também de papel, que me trariam a valorosa satisfação interior. Vulgo, prazer. A imensurável alegria de conseguir concretizar sonhos.

Alegria

Tinha prazer escrevendo, lendo, criando. Conhecendo e compartilhando criações. Minhas e de colegas virtuais com a mesma paixão. Um nobre e avassalador sentimento em comum. A paixão pelas palavras; pela criação literária. Pelos livros.

Aprendi que tempo era uma questão de prioridade.

Então, se não havia outro jeito para conseguir realizar os desejos mais fortes que emanavam como gritos de dentro de minha alma criativa, sacrificaria algumas horas de descanso. Em outras palavras, dormiria menos. Tinha que trabalhar, pois tinha aluguel, comida, roupas, internet, cartões de crédito, operadoras de telefonia, mulher, cinema, baladas e… Livros. Sim; o papel moeda era necessário para a aquisição do papel livro.

De nove às dezenove não havia nada que pudesse fazer; era o pedaço de meu dia — e de mim — que estava vendido para o sistema. Aquela fatia de mim pertencia ao meu patrão. Depois, vinha o tempo destinado a… Patroa. Sim, casa e “patroa” levavam outro belo (beeem mais bonito) pedaço do meu dia. Desculpe… Disse dia? Não, já estamos de noite; tarde da noite. Entre vinte e duas e meia-noite, ficava a fatia dos demais afazeres e necessidades domésticos. Ok; meia-noite agora.

Vem pra cama, amor…?

Bem… Depende. Se fosse pra dormir, certamente que não. E aqui é que entra a extraordinária força de vontade. Decisória. Tá de conchinha? Tá com sono? Cansado? É, meu querido escritor… Força! Força e atenção para, cuidadosamente, sair do quarto sem fazer muito barulho e voltar para a sua mesa de trabalho. O seu verdadeiro trabalho… Mais do que isso: sua Missão.

Ou sina.

Escrever

Ame, ou deixe!

Ser um escritor não é escolha, mas um destino. E o destino de todo escritor é a folha — ou tela — em branco. Então vem a Missão: preenchê-la. E você já trabalhou o dia todo, pegou trânsito, foi para a academia (vamos pôr um pouco de ficção aqui, oras!), ao cinema, mercado, teve uma DR com a namorada porque você não lavou a louça de ontem… Enfim, uma lista infindável de acontecimentos (bons e ruins) e, agora, chega o momento mais esperado de todo o seu longo dia — que, inclusive, já acabou –, diante da folha/tela.

O seu momento.

Uma, duas, três, quatro horas… O fato é que o tempo passou a correr — mesmo! — em uma velocidade muito maior do que quando você estava sendo pago. E o paradoxo aqui é que estas são as horas de maior riqueza para você. Sua mente pode soltar-se e curtir o aguardado momento da liberdade; de realizar as viagens mais prazerosas e distantes, justamente quando seu corpo mais precisa de descanso. Um ir e vir sem partida nem chegada. Um delicioso gerúndio. Indo, vindo… Fluindo.

Mas não há desgaste. Pelo contrário… Uma energia transformadora parece percorrer todo o seu corpo, na mesma intensidade com que as palavras vão sendo desenhadas na folha ou digitadas num teclado. Como um êxtase, personagens e tramas vão surgindo em meio a uma névoa criativa que só termina quando a realidade passa a coabitar também naquele mundo, na forma de preocupação. Preocupação com o avançado das horas; muitas vezes delatado pelos primeiros raios de um novo dia. Preciosas horas de sono e descanso, sacrificadas em nome da arte. Mas o resultado está ali, na folha ou tela. Mais uma história nasceu. O sacrifício valeu a pena.

Pelo menos até o despertador tocar…

despertador


 

Escreva um Livro

Publique seu Livro: www.seulivropronto.com

Padrão
Posts

Como (ou onde) tudo começou…

Descobri, em insones incursões virtuais pelas madrugadas do ano de 2008, uma interessante comunidade literária, existente na então rede social que bombava (mesmo!) naquele momento no país… O bom, velho e saudoso — e falecido! — Orkut. A “Novos Escritores do Brasil” — ou N.E.B. para os íntimos — foi uma das mais famosas e bem conceituadas comunidades do gênero na Era Pré-Facebookiana. Com mais de 10.000 membros, este verdadeiro celeiro literário reunia jovens escritores de diversas partes do Brasil (e de brasileiros que viviam no estrangeiro também), que se “encontravam” ali, unidos por uma mesma paixão, que era exatamente a criação literária. Numa atmosfera de ajuda mútua, novos e inseguros autores mostravam seus primeiros escritos; trabalhos que muitas vezes deixavam o fundo de uma gaveta velha e esquecida e que, uma vez postados ali, rendiam-lhes (e a todos os demais escritores em início de caminhada) valorosas trocas de experiências, impressões, dicas, críticas (é claro) e discussões sobre literatura em geral. Além disso, eram promovidos concursos literários internos, onde os próprios participantes se tornavam réus e juízes. A animação e a vontade de alçar voos maiores também rendiam produções que logo começaram a ultrapassar o próprio território da comunidade, vencendo inclusive a barreira do virtual, como foi o ocorrido com a publicação — física — de uma revista literária com distribuição nacional, contendo textos de participantes que se destacavam não apenas pela qualidade de suas obras, mas também pelo empenho em produzir e bancar estas verdadeiras “travessuras” que, principalmente naquela época, significavam tocar um projeto daquele tipo em meio ao mercado edi(ta)torial vigente no país.

NEB_Logo

Eu fazia parte daquela turminha inquieta e sonhadora e, ainda descrente diante de toda a boa recepção que minhas primeiras histórias obtinham em meio aos meus iguais, ali na comunidade, decidi testar até que ponto poderia realmente me sentir mais à vontade e seguro fazendo aquilo que tanto gostava e que me dava tanto prazer, mesmo que um prazer solitário e destinado à clausura de alguma gaveta velha do meu armário.

Resolvi então que iria sair do armário

Um armário literário que, até aquele momento, me prendia num mundo casto e incólume. Um mundo meu. Particular. Só meu. Abri as gavetas mais empoeiradas e, libertando-me das traças do medo, resgatei tudo o que já tinha escrito e guardado até então. Revisei com esmero e gratidão. Gratidão a mim mesmo por ter guardado aquilo tudo. Acho que nem fotografias me fariam recordar de forma tão exultante os sentimentos contidos ali, naquelas linhas. As impressões expressas  ali. As emoções acionadas dali; do fundo de uma gaveta transformada em metáfora.

Passei a participar ativamente da comunidade, postando em média um conto por semana. Às vezes um poema… (Estes ainda guardo comigo, embora já preparados para o voo derradeiro). Não perdia mais um concurso interno sequer. Aprendi muito por lá e conheci pequenos grandes escritores que já eram certezas para mim nas sementes que anos mais tarde germinaram fertilmente. Fiz grandes amizades. Amigos que nunca vi pessoalmente, fora raras exceções, mas que posso afirmar conhecer muito além dos que vejo diariamente. Existem histórias que li nesta época que, até hoje (estamos em 2014!), não esqueci. Cenas marcantes, estilos traçantes, leituras edificantes; que influenciaram e influenciam a minha própria escrita. Experiências que me moldaram e que levarei para o fundo da grande e derradeira gaveta, um dia.

Livros

Mas estamos falando sobre como tudo começou, e não o contrário… 😉

Tinham algumas folhas ainda praticamente virgens que foram resgatadas de dentro do meu armário. Algumas continham somente frases, não terminadas, desconexas. Eram apenas ideias. Ah, as ideias… Quando vi, estava escrevendo novas histórias. Como se houvesse encontrado uma cápsula do tempo, recebendo mensagens escritas e enviadas por mim mesmo do passado. Um passado tão presente quanto o futuro dado àquelas belíssimas preciosidades. A inspiração é realmente uma piração. Uma doideira. Louca! Anotações em guardanapos de bares que já nem existiam mais se transformavam em páginas e mais páginas que pareciam exaurir uma fumaça etílica, nostálgica. À bagagem não disponível de outrora era acrescido o aprendizado do tempo; como um fruto colhido da árvore do ontem — ainda hoje não plantada — a esperar pela digestão de sua saborosa polpa e, somente então, revelar a semente originária.

Eu disse… Insanidade pura.

O fato é que se deu início a um vergel tão profícuo que em determinado momento percebi-me de volta àquela gaveta. Só que a mesma agora era a própria comunidade do Orkut. Havia ficado confortável escrever por lá. Para lá. (Só) por lá. Recebi a informação “quente” de um grande amigo da N.E.B. (daqueles que nunca vi pessoalmente; ainda!) sobre a abertura de um processo seletivo de textos a serem publicados em uma antologia de contos por parte de uma editora focada em jovens escritores. Lembro de minha mão tremendo vexativamente sobre o mouse, no momento de clicar no botão para enviar a obra. Era o começo de 2009 e, até então, eu nunca, jamais, nunquinha tinha publicado qualquer escrito meu fora do “ninho”.

1º trabalho publicado.

Primeirão!

Mas, aquele salto de fé rumo ao desconhecido acabou se transformando em um lindo voo. Meu conto acabou sendo escolhido (e o do meu amigo de comunidade também!) e, em maio daquele mesmo ano, tive minha primeira obra publicada em papel. Foi — e não poderia ser diferente — uma emoção muito grande; um momento muito significativo para mim e, sobretudo, de extremo valor simbólico. Mais do que escrever para desconhecidos, eu seria lido por desconhecidos. Do Brasil inteiro. Ou seja, aquela obra que eu havia escrito, já não era mais minha. Particular. Somente minha. Ela havia ganhado o mundo. Um mundo de possibilidades, interpretações, sentidos. Sentimentos…

Afinal, para que existe uma história? Para que ela veio ao mundo? Com que intuito ela nasce? De onde vem? Para onde vai?

Eis aqui o grande mistério da literatura. Na verdade, de toda e qualquer criação humana. Nós somos criaturas. Ou seja, fomos criados. E também criamos; podemos criar. Somos, portanto, além de criaturas; criadoras. Criativas Criaturas Criadoras. E, se criamos algo, é mais do que natural que esta cria também crie. Pois, o que criamos também foi criado da criação de outra cria, anterior à nossa. Ou, posterior… Conforme o exemplo do guardanapo, previamente citado. Assim sendo, a grande descoberta; o grande Nirvana; a esplendorosa Iluminação ao passar por este inesquecível momento da primeira publicação é, exatamente, a constatação da intemporalidade. Ou atemporalidade. A total desvinculação temporal — criação humana! — do ato criativo. O desprendimento de nós mesmos; a momentânea ruptura paradigmática de um elo da grossa corrente do tempo, libertando-nos da escravidão libertina das horas.

Foi como o efeito de uma antidroga, viciante, porém construtiva ao invés de destrutiva. De onde vem, para onde vai… Não importa. O importante é continuar indo e vindo; sempre! E a este crescente desejo latente somou-se a vontade de levar a experiência aos amigos da comunidade literária que me fizera dar o grande salto do desprendimento autoral. Aquele sentimento mesquinho, pequeno, vil. Egoico sentimento de posse. Posse ilegal de arte. Arte que flui; que vem e que vai. Que existe para passar. Assim como cada um de nós nesta curta vida. Então decidi “dar passagem” a tudo o que havia criado e que, muito mais do que fluir de mim, sentia fluir em mim, através da escrita.

Dei passagem.

Antologias seguintes...

Antologias seguintes contendo obras de minha autoria…

Comecei a inscrever, nas seletivas subsequentes daquela mesma editora — obra por obra — tudo que já tinha escrito até então e, em meio a este boom expositivo, decidi que iria transformar em realidade a produção de um livro contendo também as maravilhosas criações dos colegas lá da comunidade literária do Orkut. Busquei informações, fiz orçamentos, calculei, planejei e lancei a proposta no grupo. Lancei a semente… E provei (com base nas informações, orçamentos feitos, cálculos e planejamento) que seria possível produzir um livro — nós mesmos! — reunindo um número X de autores dali, com Y obras de cada, totalizando Z páginas. E por um preço igual ao de uma noitada com a namorada ou amigos em algum bar ou boate! Tudo o que precisaríamos seria reunir o tal número X de colegas dispostos a se comprometer com o projeto.

Não sei se as namoradas dos escritores que toparam a ideia ficaram sabendo da infame proposta, mas eu estava decidido a dar prosseguimento ao projeto. Botei minhas orelhas e os próximos salários na reta e assumi (sem que minha noiva na época suspeitasse, é claro) o contrato para produção do livro com a editora em questão. Liberei o número de minha conta para os participantes depositarem as respectivas partes e, à partir daquele momento, contei apenas com a Misericórdia Divina e com a palavra de meus amigos virtuais escritores espalhados por diversas partes do Brasil. Paralelamente, fazia a revisão final dos textos e a diagramação/projeto gráfico do que viria a ser o miolo de nosso futuro livro.

Para encurtar a história (e finalizar este post, que já ficou gigante!), alguns percalços depois — desistências e replanejamentos de última hora sempre fazem parte da gestão de riscos de qualquer projeto –, meu noivado pode prosseguir sem sobressaltos e, em março de 2010, nasceu a 1ª Antologia de Contos da N.E.B., o Projeto Piloto intitulado “REDE DE CONTOS“, minha primeira incursão “do lado de lá da Força”; como Organizador.

Capa Frontal

Contracapa

Contracapa

Na Rede!

Na Rede!

Antologia de Contos

Antologia de Contos

 

 

Exemplares

Exemplares

 

 

 

 

 

Padrão